Mostrar mensagens com a etiqueta leituras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta leituras. Mostrar todas as mensagens

9 de dezembro de 2009

"deixa-me sentar numa muvem..."


Claridade dada pelo tempo

I

Deixa-me sentar numa nuvem
a mais alta
e dar pontapés na Lua
que era como eu devia ter vivido
a vida toda
dar pontapés
até sentir um tal cansaço nas pernas
que elas pudessem voar
mas não é possível
que tenho tonturas e quando
olho para baixo
vejo sempre planícies muito brancas
intermináveis
povoadas por uma enorme quantidade
de sombras
dá-me um cão ou uma bola
ou qualquer coisa que eu possa olhar
dá-me os teus braços exaustivamente
longos
dá-me o sono que me pediste uma vez
e que transformaste apenas para
teu prazer
nos nossos encontros e nos nossos
dias perdidos e achados logo em
seguida
depois de terem passado
por uma ponte feita por nós dois
em qualquer sítio me serve
encontrar o teu cabelo
em qualquer lugar me bastam
os teus olhos
porque
sentado numa nuvem
na lua
ou em qualquer precipício
eu sei
que as minhas pernas
feitas pássaros
voam para ti
e as tonturas que a planície me dá
são feitas por nós
de propósito
para irritar aqueles que não sabem
subir e descer as montanhas geladas
são feitas por nós
para nunca nos esquecermos
da beleza dum corpo
cintilando fulgurantemente
para nunca nos esquecermos
do abraço que nos foi dado
por um braço desconhecido
nós sabemos
tu e eu
que depois de tudo
apenas existem os nossos corpos
rutilantes
até se perderem no
limite do olhar
dá-me um cigarro
mesmo que seja só um
já me basta
desde que seja dado por ti
mas não me leves
não me tires
as tonturas que eu teria
que eu terei
sempre que penso cá de cima
duma altura vertiginosa
onde a própria águia
nada mais é que um minúsculo
objecto perdido
onde a nuvem
mais alta de todas
se agasalha como um cão de caça
leva-me a recordação
apenas a recordação
da vida martelada
que em mim tem ficado
como herança dada há mil e
duzentos anos

deixa que eu fique
muito afastado
silencioso
e único
no alto daquela nuvem
que escolhi
ainda antes de existir


II


Deixa que eu quebre tudo que tenho e que terei
tudo o que é de todos e que só a mim pertence
deixa-me quebrar o cavalo que me deste
na noite do nosso primeiro encontro
deixa-me partir a bola o cão o espaço
deixa-me quebrar a minha casa e a minha cama
a minha única cama
não quero que me contem a aventura
nem que me dêem almofadas
não quero que me ofereçam sombras
só por mim construídas e logo abandonadas
nem sequer esquinas de ruas
não quero a vida
sei claramente que a não quero
a não ser que ela esteja partida quebrada
quebrada por mim e por ti
e a minha infância
essa dou-ta
inteira muito longa e cruel
deixa que dela me fique apenas
essa crueldade
e que nela só eu siga
ignorando o que me deste
e que
martelo ou pedra
eu continue partindo quebrando
esfacelando dilacerando
o teu corpo que já não está ao meu alcance
deixa-me ser anatomicamente autêntico
sem erro
sangrando
perdido para sempre


III


Viver com a crueldade
da criança que
tira os olhos ao pássaro
.
um desconhecido
movendo-se constantemente
no deserto
em que cada pegada deixa
bem marcada na areia
a imagem
dessa outra existência
em que a morte e a memória
ainda nada significam

mais alto

muito mais alto talvez
que a claridade
do voo das aves que
partem para o desconhecido

o próprio corpo nada mais é
do que a sombra
bem simples por sinal
em que,
por erro nosso ou dos outros,
já não existe
a persistência do que
foi perdido

e as mãos
as mãos que sentimos
bem presas seguras aptas
essas
todos sabemos
que podem ainda cada vez mais
esmagar com cuidado
com extremo cuidado
dilacerar suavemente

nos olhos
está o amor


IV


Simples como é
a claridade é a coisa
mais difícil de encontrar
talvez porque a distância que nos
separa longa muito longa
e nítida
seja a torre de chumbo do nosso
próprio isolamento
talvez porque sentir
o aparecimento da madrugada
seja a origem do desespero
sombra trópico lâmina
entre nós dois

ouve o que te digo
não esqueças os meus lábios
mesmo quando desfeitos
e a claridade
essa não a procures não nunca
deixa-a ir comigo
até ao esgotamento do meu sangue
até ao limite
do meu corpo em carne viva


V


Eu sei
que há um lugar por descobrir
um lugar tenebroso e cantante
como uma ponte de velhos manequins

aí
o teu corpo
dois seios despedaçados
e o vento só o vento
soprado através
dos teus cabelos

(In Surreal Abjeccion(ismo)

MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA

O Surrealismo na Poesia Portuguesa
organização, prefácio e notas
Natália Correia
2ª edição
frenesi
2002

21 de setembro de 2008

magnifíco

Que magnífico que é o Professor Doutor Manuel Ferreira Patrício.

Dos seus 3x18+15 anos (é uma forma de dizer) encerra uma capacidade humana de excepção.

na terça feira depois de jantar na sua companhia e de o ouvir falar de educação apenas consegui agradecer-lhe a grande habilidade que tem em transmitir com as suas próprias palavras o que nos vai por dentro.

É um pessoalista como haverá poucos. Talvez Adriano Moreira entre os vivos e uma quantidade de outros que já estão mortos...Sócrates, Kant e outros grandes filosofos.

Convém lê-lo e escutá-lo...tanto quanto se possa.
Obrigado Professor.


"Existem percursos de vida absolutamente singulares.
A Humanidade sempre nos surpreende!... Há sempre alguém que se projecta para além do insuperável. A cada passo somos confrontados com a existência de personalidades ímpares que marcam decisiva e determinantemente a nossa caminhada, o processo de crescimento de cada qual, nos planos pessoal, académico e profissional. Manuel Ferreira Patrício é uma dessas individualidades. Conhecemo-lo, convivemos com ele há décadas, apreciamo-lo. É uma alma rica e rara de transbordante humanidade e sabedoria. É uma personalidade multifacetada: filósofo, pedagogo, educador, musicólogo, amigo, em síntese, homo-culturalis"

in o sexo dos anjos

24 de julho de 2008

beginner's mind



Beginner's mind is Zen practice in action. It is the mind that is innocent of preconceptions and expectations, judgements and prejudices. Beginner's mind is just present to explore and observe and see "things as-it-is." I think of beginner's mind as the mind that faces life like a small child, full of curiosity and wonder and amazement. "I wonder what this is? I wonder what that is? I wonder what this means?" Without approaching things with a fixed point of view or a prior judgement, just asking "what is it?"

Can we look at our lives in such a way? Can we look at all of the aspects of our lives with this mind, just open to see what there is to see? Children begin to lose that innocent quality after a while, and soon they want to be "the one who knows." We all want to be the one who knows. But if we decide we "know" something, we are not open to other possibilities anymore. And that's a shame. We lose something very vital in our life when it's more important to us to be "one who knows" than it is to be awake to what's happening. We get disappointed because we expect one thing, and it doesn't happen quite like that. Or we think something tought to be like this, and it turns out different. Instead of saying, "Oh, isn't that interesting," we say, "Yuck, not what I thought it would be." Pity. The very nature of beginner's mind is not knowing in a certain way, not being an expert. As Suzuki Roshi said in the prologue to Zen Mind Beginner's Mind, "In the beginner's mind there are many possibilities, in the expert's there are few." As an expert, you've already got it figured out, so you don't need to pay attention to what's happening. Pity.

How can we cultivate this mind that is free to just be awake? In zazen, in just sitting, in sitting and noticing the busyness of our mind and all of the fixed views that we carry. Once we noticed the fixed views that we are carrying around with us, the preconceptions that we are carrying around with us, then it is possible for us to let them go and say, "Well, maybe so, maybe not." Suzuki Roshi once said, "The essence of Zen is 'Not Always So'." "Not always so." It's a good little phrase to carry around when you're sure. It gives you an opportunity to look again more carefully and see what other possibilities there might be in the situation.
that have to do with right or wrong?"

First, before you can let go of preconceptions and expectations and prejudices, you have to notice them; otherwise, they're just carrying on unconsciously and affecting everything you do. But as you sit, you begin to recognize the really persistent ones: "Oh my gosh...You again! Didn't I just deal with you yesterday?" And again. And again. Pretty soon, you can't take them seriously. They just keep popping up, and popping up, and popping up, and after a while you become really familiar with them. And you can't get so buried under something once you realize that it's just a habitual state of mind and doesn't have much to do with what's right in front of you. It's just something that you haul around with you all the time and bring out for every occasion. It hasn't much to do with the present situation. Sometimes you can actually say, "Oh, I think I'm just hauling that around with me. I don't think it has anything to do with this."

4 de outubro de 2007



"Liderar não depende de quão útil se é, mas de quão inútil se está disposto a ser."

"O líder, para ser bom, deve ser preguiçoso. Uma preguiça que o leve a querer despojar-se constantemente das responsabilidades que tem, atribuindo-as a outros, e exigir como prémio novas responsabilidades e desafios. Uma preguiça cuja principal manifestação seja o desejo de identificar constantemente novas oportunidades, entendê-las, aproveitá-las e cansar-se delas, procurando desenvolver outros para que as assumam."

O Ricardo Vargas é o meu herói do momento. Leiam o livro. Parece banha da cobra mas vale a pena.

25 de setembro de 2007

amigos



Às vezes apetece ser Principezinho...


"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um rapaz inteiramente igual a cem mil outros rapazes. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- A minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu aborreço-me um pouco. Mas se tu me cativas, a minha vida ficará cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra.
Os teus vão chamar-me para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem queria, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas para conhecer.
- Nós conhecemos bem as coisas que cativamos, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer mais nada. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu sentas-te primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu vou olhar-te com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é um dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não não ganhaste nada!
- Ganhei, disse a raposa, por causa da cor do trigo".


É bom fazer amigos.
Eu tenho e gosto deles.

14 de setembro de 2007

is that alright?




Boa pergunta...

Para ler (ouvir) na companhia deste video da Grey's Anatomy, uma série excelente com uma banda sonora excelente - boas histórias para ver antes de dormir.

9 crimes by Damien Rice

Leave me out with the waste
This is not what I do
It's the wrong kind of place
To be thinking of you
It's the wrong time
For somebody new
It's a small crime
And I've got no excuse

Is that alright with you?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright with you?
If you don't shoot it how am I supposed to hold it?
Is that alright with you?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright with you, with you

Leave me out with the waste
This is not what I do
It's the wrong kind of place
To be cheating on you
It's the wrong time
but she's pulling me through
It's a small crime
And I've got no excuse

Is that alright with you?
Give my gun away when it's loaded
(Is that alright with you?)
Is that alright with you?
If you don't shoot it how am i supposed to hold it?
(Is that alright with you?)
Is that alright with you?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright
Is that alright with you?

Is that alright?
Is that alright?
(Give my gun away when it's loaded)
Is that alright with you?
(If you don't shoot it how am I supposed to hold it?)
Is that alright?
Is that alright?
Is that alright with u?

No...

6 de setembro de 2007

o meu pé de laranja lima


O MEU PÉ DE LARANJA LIMA é um romance de José Mauro de Vasconcelos.
Brasileiro, homem de escrita fácil, sentida, quente.
Quem me deu a ler este romance foi uma namorada de Liceu, brasileira, de seu nome LUCIA.
Uma das minhas primeiras paixões. Mais velha como convinha naquela idade ida dos meus treze anos.
Naquele tempo no meu liceu, uma delegação do liceu D. João de Castro, mas em tabuinhas (já foi demolido), lá naquela que era a cidade que me viu nascer, as coisas eram muito simples. Íamos no ano de 1972/73 e ainda não era permitido (parece que hoje ainda também não é) escorregar nos corredores do liceu para depois de nos estatelarmos no chão vermos as cuecas à professora de Matemática que era uma boazona do caraças. Foi assim que fui suspenso uma semana com pena suspensa...enfim nada aconteceu.
Mas voltando ao Meu Pé de Laranja Lima, o que vale a pena recordar é que naquele tempo era fácil manter acesa a chama da paixão.
A Lucia tinha aulas de manhã. Eu tinha de tarde. Usávamos a mesma secretária. Daquelas de madeira ,cuja tampa levantava.
Ela deixava-me bilhetinhos na secretária que eu lia à tarde. Eu deixava-lhe bilhetinhos que ela lia de manhã. E assim namorávamos. Até que ela me deixou O Meu Pé de Laranja Lima.
Era tão mais fácil estar apaixonado naquele tempo.

Este livro conta a história de Zezé e sua relação com um pé de laranja lima e a sua descoberta, de como é ser gente grande muito antes do tempo.
Zezé era um rapazinho muito interessado pela vida, adorava saber e aprender coisas novas, novas palavras, palavras difíceis...estava a crescer.

20 de agosto de 2007

de férias



Fui e por agora já voltei.
Foi uma semana calma. Em familia.
A Aldeia esteve fantástica. E mais não digo para não despertar o gosto em quem não merece tal luxo.
Renovei energias.
O Kiko esteve no seu melhor. Cheio de princesas em seu redor.
Os banhos de jacuzzi quente ao por do sol, naquele exterior quase só nosso, apenas partilhado pelo pavão João, pelas galinhas Bibá e Lili e os dois labradores Emilio e Emídio, ficarão para sempre no registo daquela nossa cumplicidade diária.
Os jantares em casa dos G&C não poderiam ser melhores.
Foram noites de ar fresco, mas quentes de vida.
Foi SingStar, Buzz, Tabu,PSP e muita animação.
A leitura da "Erva Milagrosa" adormeceu-nos desde a primeira noite.
Acho que vou arranjar um poiso por lá.
Agora de volta a casa, e depois de um fim de semana de Ratatui, seguimos para mais.

3 de agosto de 2007

smart people


Olny srmat poelpe can raed tihs. I cdnuolt blveiee taht I cluod aulaclty uesdnatnrd waht I was rdanieg. The phaonmneal pweor of the hmuan mnid, aoccdrnig to a rscheearch at Cmabrigde Uinervtisy, it deosn't mttaer in waht oredr the ltteers in a wrod are, the olny iprmoatnt tihng is taht the frist and lsat ltteer be in the rghit pclae. The rset can be a taotl mses and you can sitll raed it wouthit a porbelm. Tihs is bcuseae the huamn mnid deos not raed ervey lteter by istlef, but the wrod as a wlohe. Amzanig huh? yaeh and I awlyas tghuhot slpeling was ipmorantt!