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25 de setembro de 2008

by taxi nesta nossa Lisboa


O saxofone que foi levado por um taxista
ou a história de Mark Turner através de um quotidiano que não deveria acontecer...

"O conhecido saxofonista norte-americano esqueceu-se do "seu" saxofone num táxi, em Lisboa. Ao fim de alguns dias, conseguiu recuperá-lo. Mas o resgate ficou avaliado em 500 dólares.
Lisboa, 8 de Setembro de 2008, 3 horas da madrugada. Na Praça da Alegria, um homem negro, magro e alto, sai de um táxi. O táxi arranca. O homem grita e corre atrás dele. Quer que o táxi pare. Mas o condutor não se apercebe, ou faz que não se apercebe, e desaparece. Mark Turner, um gigante do universo actual do jazz, corria atrás do seu saxofone tenor "favorito". O seu verdadeiro tormento não era os bocais do instrumento, o telemóvel iPhone ou a esteira de ioga que também via desaparecer na bagageira do táxi, mas o seu saxofone, que tinha a "sua" sonoridade...
Lisboa, 21 de Setembro, 10 horas da manhã. Na Avenida da República, o mesmo músico norte-americano paga 500 dólares ao mesmo taxista, para recuperar o seu saxofone "Selmer". Sofia, amiga do músico que prefere omitir o seu apelido, estava lá, à porta do restaurante onde Mark Turner, duas semanas antes, apanhara o táxi para a Residencial Alegria.
Nessa madrugada, o saxofonista "estava muito cansado e, por isso, muito lento". "Quando saí do táxi, virei-me e já o taxista ia rua fora. Ainda fui atrás… Não sei se me viu ou ouviu, e não registei a matrícula", contou Mark Turner ao JN, no último sábado, após outro concerto em Portugal. O artista chegou a ir à PSP, mas não formalizou a ocorrência. Regressou desolado aos EUA, deixando a Sofia a tarefa de anunciar uma recompensa, até dois mil dólares, pela entrega dos objectos desaparecidos. A ideia era negociar o valor, para baixo ou para cima, sendo certo que só o saxofone valia dez mil dólares.
Assim foi. Sábado passado, a esposa do taxista telefona a Sofia. Diz que o marido tem as coisas consigo (incluindo o iPhone) e combina um encontro para as 9.30 horas do dia seguinte - cerca de duas horas antes do embarque de Turner no avião que o levaria para França. São 10 horas quando a mulher entra no Restaurante Galeto, de mãos vazias. O marido, mais de 50 anos, espera na rua. "Estávamos nervosos e foi tudo muito rápido. O Mark ofereceu 300 dólares, mas ele começou a refilar, a dizer que não era nada, que queria mais. O Mark ofereceu mais 200, e ele aceitou", relata Sofia. Depois do casal desaparecer, Mark verifica que o telemóvel não fora devolvido.
Sem conseguir apurar a identidade completa do taxista, o JN conseguiu chegar à fala com ele. Que argumentou que não pedira recompensa. "Ela [Sofia] deu-me 500 dólares, mas já me disseram que a recompensa era dois mil", acrescentou. Referiu ainda que "era para entregar as coisas na Embaixada da América". Por que é que não o fez? "Sabe que eu trabalho de noite e durmo de dia!", exclamou, segunda-feira à tarde, antes de desligar abruptamente o telefone.
Para o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros, Florêncio Almeida, o que o taxista fez foi "um roubo". E, para Mark Turner, também era evidente que se tratava de "um caso de polícia". O seu objectivo, contudo, era só um: "Quero é o meu saxofone!", dizia o músico, horas antes de desembolsar os 500 dólares."

A história de... Mark Turner, músico
NELSON MORAIS in JN 25/09/2008

7 de agosto de 2008

esta semana



há 76 anos Stalin matou 7 milhões de ucranianos;
há 63 os EUA lançaram a BOMBA;
há 40 anos o Salazar caiu da cadeira;
...e há 13 anos estava no Movenpick a comer uns gelados.

Não que haja qualquer ligação, nem a brincar...mas tem sido uma semana do caraças!

1 de agosto de 2008

21 de janeiro de 2008

desfartei-me


Uma amiga que já foi minha colega, e com quem trabalhei em muitos projectos, costumava ser destino de alguns dos meus desabafos, e talvez por isso ficámos amigos, e por isso muitas vezes era ela o destino também das minhas preocupações.
Como é frequente, o que nós precisamos está mesmo à nossa frente e nós teimamos em não querer ver...but if you try sometimes...
Quando no meio de um qualquer contratempo eu desabafava com ela: - Já estou farto de...(o que quer que fosse), ela respondia sempre: - pois se estás farto...desfarta-te!
E eu, desfartava-me.
Muitas vezes já fiz circulos à volta de ideias, acções e intenções. Algumas vezes pareceram melhor, outras não duraram o tempo suficiente para saber o resultado.
Vou deixar de fazer circulos à volta. Porque estou farto? Não! Apenas... desfartei-me!

27 de dezembro de 2007

never forget, never forgive. beware Sweeney Todd



Não dá para ser um Sweeney Todd!
E isso foi uma resolução deste Natal. Afinal uma época de partilha e boa fé.
Para quê manter a paixão ocupada com o que não merece?
Perdoar? porque não? Esquecer...já!
Foi o que fiz. Acordei a pensar nisso e foi fácil.
Já está.

nr... o Sweeney Todd era um jovem com uma familia linda a quem alguém poderoso retirou tudo. O Moço fez-se e mais tarde deu-lhe para se vingar na forma de um barbeiro em Elm Street. Estou para ver o filme, quando chegar. Mais um personagem ao estilo do Johnny Deep.

23 de agosto de 2007

...ou como o Grabbitster veio aqui parar

Porquê os três pontinhos antes da frase que dá nome a este post?
Porque sim! Porque me apeteceu! Porque há muito para dizer e muito que não foi dito.
Já me disseram muitas coisas... pudera, já cá ando há um par de anos! Mas há sempre qualquer coisa de novo para ouvir, ou pelo menos para escutar.
E é mais fácil ouvir ou mais difícil dizer?
Pois não sei. Mas sinto vontade de escrever.
Não tenho nem quero ter, a pretensão de que o que aqui escrevo tenha qualquer eco onde quer que seja. Escrevo para mim, ou como se diz, pmf, i.e "para memória futura", minha que muitas vezes me esqueço do que digo e do que desejo dizer.
Mas por agora quero escutar.
Não sou lá muito bom nesta arte. Acho mesmo que vou ter de me esforçar um bocado.
O Grabbitster enquanto meu alter ego perfaz um pouco essa ausência de "feitio".
Faz eco, e por isso, também, veio aqui parar.

21 de agosto de 2007

gente feia

Ainda a propósito da ida ao cinema no Oeiras Parque passou-se uma daqueles episódios infelizmente ainda tão caracteristicos da nossa gente.

A sala cheia de miúdos. Uma animação saudável com todos a comentarem os personagens do filme e os pais ao lado a pedirem para estarem em silêncio que o filme já tinha começado.
E lá seguiu a fita, até que uma senhora, que afinal não o era, resolveu atender o telefone em plena projecção.
O que se esperava era que desligasse, já que se havia esquecido de colocar o telemovel em silêncio antes de entrar na sala, ou então um "desculpe estou no cinema...ligo depois" num tom quase inaudível até mesmo para a pessoa do outro lado da linha (que neste caso até não existe).
Pois nada disso. Falou e falou e falou e nem os muitos "chius" que recebeu a demoveram.

Ainda lhe dirigi umas palavras, a propósito, no final do filme, mas não tenho qualquer esperança neste tipo de gente.

Ontém depois de uma semana de caminho de terra na Aldeia e no estacionamento da praia, fui lavar o carro a um posto de abastecimento da BP (olha a coincidência) e apesar de ter perguntado ao funcionário se a pré-lavagem estava a funcionar, ao que ele respondeu que sim, não estava. E a placa dizia que sim até às 20:00. Afinal o funcionário tinha saído às 18:00 que era o actual horário.
Faz sentido? E porque não mudaram a placa? Já pouca coisa faz sentido por ali.

Mas não me fiquei por aqui. De seguida fui à Fnac do Colombo comprar o Mundo que queria dar à pdmc com quem ia jantar. Comprei o tal CD do Rodrigo Leão e quando estava a preparar a embalagem de oferta assisti a uma discussão de outra senhora, que afinal não o era, com o segurança da entrada.
O que se passava era que um dos sacos tinha apitado e ela sentiu-se ferida na sua integridadade moral, já que havia pago a mercadoria.
E refilava que não percebia porque lhe faziam aquilo a ela, que o segurança devia querer alguma coisa porque não o via pedir nada a mais ninguém e por aí fora.
O funcionário com a maior correcção lá lhe ia explicando os procedimentos e ela continuava decidida a dar-lhe uma lição de moral, até que ao afastar-se soltou um belo e sonoro " vá à merda". O homem fico de boca aberta e ela lá seguiu com duas crianças pela mão a chamar-lhe ignorante olhando para os miúdos como que a pedir-lhes a sua aprovação para o que acabara de fazer.

Infelizmente gente feia é que mais há por aí.

Salvou-se o jantar com uma mulher bonita para me dar alento, mas a crença na espécie anda muito abalada.

20 de agosto de 2007

dies irae


Também os tenho...


Dies irae, dies illa
solvet saeclum in favilla:
teste David cum Sibylla.

Quantus tremor est futurus,
quando judex est venturus,
cuncta stricte discussurus!

Tuba mirum spargens sonum
per sepulcra regionum,
coget omnes ante thronum.

Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
judicanti responsura.

Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.

Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.

Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit securus?

Rex tremendae majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me fons pietatis.

Recordare, Jesu pie,
quod sum causa tuae viae:
ne me perdas illa die.

Quaerens me, sedisti lassus:
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.

Juste judex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.

Ingemisco, tamquam reus:
culpa rubet vultus meus:
supplicanti parce, Deus.

Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.

Preces meae non sunt dignae:
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.

Inter oves locum praesta,
et ab haedis me sequestra,
statuens in parte dextra.

Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis:
voca me cum benedictis.

Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.

Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
judicandus homo reus.

Huic ergo parce, Deus:
pie Jesu Domine,
dona eis requiem. Amen.

11 de agosto de 2007

bolas, bolas, bolas



Esta semana que passou foi difícil.
A semana em si não teve culpa directamente. O que esteve para trás é que me trouxe até aqui.
Nunca é o momento, nesse momento que o faz o momento.
Mas sim a soma de outros momentos que já o foram antes.
Devo ter dado um belo pontapé no caixote das lãs deste meu tapete...
Tenho uma forte suspeita de que daqui a uns tempos quando reler o agora estou a escrever irei concordar comigo. Nem sempre é assim, mas desta vez não devo estar enganado.
Não me assusta . Deixa-me inquietude.
Não fui fiel.
Não defendi a minha dama como era meu costume.
Não sei que raio me atingiu que me passei para o lado do inimigo.
Esqueci-me que sou importante. Não no sentido egoísta, mas no outro que nos faz aceitar a vida de mãos abertas, para logo as fecharmos e não deixar escapar o que recebemos.
Virei as costas? Encolhi os ombros? Deixei andar? Baixei os braços?
Flipei com direito a "tilt" e tudo. Acenderam-se as luzinhas todas e todos os sons soaram.
Não sou assim!
Agora há trabalho a fazer, nas coisas pequenas.
Mãos à obra que vale a pena querer.
Nenhum Duomo, Arca de Noé ou Colosso de Rodhes para edificar.
Apenas coisas de estar, de sentir, de querer.
Bolas, bolas, bolas.

9 de agosto de 2007

voar



fiquei a olhar
a ver
a deixar
que o ser
que o estar
fizesse
o sentir chegar
do que em ti vi

o tempo sem parar
quis e eu também
não falar
não dizer
que ser teu
era destino
por findar

o dia a ir
pelo caminho
que encontrou
deixou saber
o que sou
o que és

e sorrir
que depois
somos afinal
mais um e dois
a viver
a gostar

nem o mar
grande de ser
poderia melhor escolher
o que fazer

brincar
correr
e mais uma vez
voar

By Jorzegger

8 de agosto de 2007

...quem deu o primeiro passo?

Vi há dias uma reportagem televisiva sobre o comportamento na vida animal. Raras vezes me detive mais do que uns segundos a olhar para este tipo de programas, mas aquela foi uma dessas.

Havia ali uma intenção de dança que me prendeu.

Dizia o comentador que invariávelmente cabe ao macho correr o risco de dar o primeiro passo. A fêmea depois acompanha.

Foi aí que resolvi continuar a ver. Perante tal afirmação pareceu-me ser útil ver onde a coisa iria parar. Com efeito na parelha em estudo o macho desenvolvia uma epécie de cerco para chamar a atenção da fêmea.

Para simplificar vou chamar Zé ao macho e Ana à fêmea.

E era assim pelas palavras do comentador:

A Ana aceita o Zé e faz-se difícil (aceita e faz-se dificil? coisa de gaja diríamos nós). O Zé insiste e vai à luta. A Ana cede. O Zé ataca. Consumado o acto o Zé parte.

O comentador dá por finda a história e segue para outra aventura animal.

Pois eu tive uma percepção ligeiramente diferente, e eis o que vi:

A Ana mostra-se. O Zé também. A Ana provoca. O Zé também. A Ana gosta. O Zé gosta. A Ana não espera. O Zé também não. O Zé gosta. A Ana também. A Ana desespera. O Zé não gosta. A Ana faz. O Zé faz. O Zé assobia. A Ana não gosta. O Zé vai ali. A Ana assobia. O Zé corresponde. A Ana suspira. O Zé olha para o céu. A Ana olha para o lado. O Zé distrai-se. A Ana vai dá uma volta. O Zé também.

Ora bolas para o romance! Afinal quem deu o primeiro passo? É por estas que eu não gosto de ver estes programas.

A Ana e o Zé eram gnus! Percebia-se ao longe!

3 de agosto de 2007

5ª de aleluia

Recebi uma joia...c'est VENDREDI

25 de julho de 2007

SMSs, MSNs, e-MAILs e outros blás blás blás...



Tenho desde miúdo uma apetência natural por gadjets.

Lembro-me de ser sempre eu que era chamado para instalar tudo o que tinha mais de um fio ou mais do que uma valvula. Sim...naquele tempo havia valvulas...

Apanhei um dos maiores cagaços da minha vida quando um amigo recém chegado dos EUA e tendo trazido uma "aparelhagem" XPTO, me pediu que fosse lá a casa fazer a instalação. Eram 4 colunas e seis elementos, entre amplificadores, leitores de cassetes e cartuchos, gira-discos e sintonizador.

Claro que fui, e sem ler a porra das instruções (para que é que interessava aquela quantidade infindável de folhetos e cadernos agrafados com quilos de papel) liguei tudo na perfeição até ligar a corrente ...BUUMMM! foi um estoiro e peras!
Nunca mais me tinha lembrado da diferença dos 110 para os 220v. Felizmente a coisa estava protegida por 2 ou 3 fusíveis dos bons e até trazia uns suplementares para os infelizes como eu.

Feito este bocado de história, observo hoje o Francisco, com 5 anos, que já domina com destreza tudo o que é gadjet e desconfio que também não irá ler muitas das instruções que acompanharão os gadjets que irá usar pela vida fora.

Mas o maior problema associado a estas coisas nem sempre é a falta de leitura das instruções de uso, mas sim das outras letrinhas mais pequenas que habitualmente aparecem a acompanhar as primeiras. As advertências... que ninguém lê.

Aí se chega a estes novos meios de comunicação. Os SMSs, MSNs, eMAILs e outros blás blás blás...que não sei se virão ou não com as tais letrinhas pequenas. Aquelas que se calhar deveriam dizer que a comunicação através destes meios é diferente.

Que expressar sentimentos ou emoções é muito mais do que colocar simbolos.

Que demonstrar sentido de humor não é escrever LOL no fim da frase.

Que quando se quer falar com alguém...há que efectivamente fazê-lo.

Eu vou continuar a usar estas tralhas todas mas recuso-me a deixá-las falar por mim e definitivamente a falar em vez de mim.

Prefiro pensar que somos feitos à imagem daqueles aparelhos de antes...com válvulas, que é preciso deixar aquecer antes de obter deles os melhores resultados.

E até já inventaram a telefonia móvel...e é global.

Sou daqueles seres estranhos que mesmo para falar com um colega do lado não mando SMSs, MSNs, e-MAILs e outros blás blás blás...

E a propósito de a falar é que a gente se entende encontrei o seguinte texto num outro blog:

Alexander Graham Bell (1847-1892) é reconhecido, habitualmente, como o inventor do telefone (1876). Oriundo de uma família em que era patente a preocupação com o estudo da voz e dos sons (o avô e o pai interessaram-se por estas matérias), Bell trabalha com surdos, em Boston, abrindo a sua própria escola. Foi também professor da Universidade daquela cidade, a partir de 1873, altura em que é evidente o seu interesse pela telegrafia e os “métodos” de transmitir sons.Em 1876, finalmente o telefone ! Antonio Meucci (1808-1896) , italiano, é por muitos outros considerado o verdadeiro inventor do telefone. Depois de se ter estabelecido em Nova Iorque, por volta de 1850, terá desenvolvido o primeiro “telefone”, um dispositivo que transformava impulsos eléctricos em sons e que instalou em 1857, ligando a sua fábrica de velas de cera ao escritório. O Nome? “Telégrafo Falante”!
Uns anos antes, Samuel Morse desenvolvera o telégrafo (pedido de patente em 1838 e primeira transmisão em 1844, entre Washington e Baltimore) e inventara um código a utilizar nas transmissões, composto por pontos e traços, o famoso código morse que ainda hoje se utiliza. Vivia-se uma época em que se procurava tornar as comunicações mais fáceis!

17 de julho de 2007

eleições em Lisboa


Vieram de autocarro para ver o Sr. Dr. de Lisboa.

E vieram de Famalicão, Freixo de Espada à Cinta e outras partes do País para onde certamente imigraram os Lisboetas descontentes com o que se passou em Lisboa nos últimos dois anos. E lá estavam na frente do Hotel Altis a serem interrogados pelas televisões e a dizerem sem vergonha que tinham vindo na camioneta do partido que os tinha ido buscar para visitar Lisboa e bater palmas ao Sr. Dr. de Lisboa.

Coisa linda...parecia a UNIÃO NACIONAL do tempo de antigamente (por este comentário já se vê que estou a começar a ficar um cota do caraças).

Pois eu fiquei em segundo lugar e ganhei! Votei no Carmona. Já tinha votado da primeira vez e não vi objectivamente qualquer impedimento para o fazer de novo.

O kiko numa volta que demos pela cidade, e já depois de se saber que o Costa tinha ganho, dizia-me: - Pai aquele senhor da gravata azul deve estar muito contente por ter ganho...tem a fotografia dele por todo o lado!

Quis mostrar-lhe quem era o Carmona, mas nada de fotografias. Só do Costa, do Negrão, daquele senhor do PC e da Roseta.
Os Lisboetas votaram menos do que sempre. A maioria foi curta mas isso agora não interessa nada. O G'anda Noia terá de rever a sua política e talvez vá abaixo. O CDS em 30 anos deixou de ter representação...? A Leninha vai de bicla. O Zé já começou a fazer ameaças e os outros voltam para as suas vidinhas.

Não me admiraria muito se o Costa que agora terá de pedir às oposições autorização até para comprar um bebedouro para o corredor do segundo piso do edifíco da câmara, venha a ser castigado daqui a dois anos por não ter feito o trabalho que lhe competia.
É que poucos lhe irão perdoar por ter falhado depois de o Sr. Pinto de Sousa vir dizer que ele era o MAIOR (e melhor) para a cidade e que mais competente não há. Ta qual o anúncio de um qualquer detergente branqueador. Sim porque estas eleições também serviram para branquear as muitas nódoas que tinham feito os Joões e os Jorges que por lá passaram.
Eu gosto muito da minha cidade. Gosto dos tempos que por cá se vivem. Não gosto é de ter de esperar muito mais pelo tempo que já devia ter chegado.