6 de setembro de 2007

esses grandes filhos da puta


Querem uns filhos da puta inquietar-me a vida.
Mal sabem eles que já é dificíl fazê-lo neste dias.
Ah pois é! Ah pois é!
Fica aqui o registo que o relato irá ficar para mais tarde...quando o calor dos sentimentos já for história...
Comigo não...
Vão sangrar!

"Ab alio expectes, quod alteri feceris"


no Meco...e preparado para mais!


"you may say I'm a dreamer, but I'm not the only one"

Mar calmo; sol lindo; AMIGOS; Bombay; Banho; Perfume; Jantar pela noite quente; SAUDADE...BEIJOS.

Foi assim que eu descrevi o meu final de dia...sábado...no Meco.
Saí lá daquela coisa na sexta feira pelas 16h00 e depois de passar por casa para arrumar umas t-shirts e as crocks num saco, parti em rumo ao Meco.
Eram ainda 17h30 e já eu estava sobre o areal.
Estava cheio, diria mesmo à pinha. De onde veio aquela gente toda? porque não vão para o Algarve? Ou para Cuba? ou para a Aldeia de Paio Pires? Cambada...
O que é verdade é que nem dei muito por eles. Fquei por ali sózinho com o "Todo o mundo" e fui deixando que o sol me acompanhasse naquele fim de tarde.
Fiquei e assisti à faina. Como sempre com garra e suor que estas coisas apesar dos meios mecânicos auxiliares ainda requerem muita mão de obra.
Mas o que me deixou por lá ficar foi o bem que me senti.
Pode parecer uma palermice, e certamente para aqueles que sabem o que me vai acontecendo, pode parecer estranho, mas estou a viver uma das melhores fases da minha vida.
Há muito que não me encontrava comigo de uma forma tão serena.
Sei por onde vou.
O resto do fim de semana foi igual a si mesmo. Gente nova, novos conhecidos em mistura fina com os de sempre.
AMIGOS. Poucos como convém, mas BONS.
Nem a malvada cortina do duche do Martelo conseguiu incomodar-me.
E desta vez nem tive quem me inquietasse as noites, que o casal do lado foi silencioso.

as colinas da minha cidade


Cortes de Cima (*) - bom.
La Paparrucha - ainda bem - uma vista soberba.
Mais uma colina- a segunda.
K - igual

Amo o espaço e o lugar, e as coisas que não falam.
O estar ali, o ser de certo modo,
o saber-se como é, onde é que está, e como,
o aguardar sem pressa, e atender-nos
da forma necessária.

Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
esperam as coisas que o desespero as busque. (...)

by ANTÓNIO GEDEÃO- POEMA DAS COISAS


(*)
Cortes de Cima -D.O. / Zona: Alentejo
Castas: Syrah, Aragonês, Trincadeira e Touriga Nacional
Estágio: 11 meses em carvalho francês e americano
Graduação (% vol.): 13,5
Enólogo: Hans Kristian Jorgensen

Aroma elegante, fruta muito "jammy" e doce, baunilha bem presente, leves percepções florais, temos o novo mundo em pleno Alentejo! O difícil mesmo é não gostar de um vinho assim! A fruta salta à vista, a acidez dá-lhe a frescura necessária para assegurar o equilíbrio, está tudo no sítio certo neste tinto transtagano. Uma bela aposta no seu segmento! Vinhos como este têm todas as condições para conquistar mercados internacionais.
By 5 às 8

o meu pé de laranja lima


O MEU PÉ DE LARANJA LIMA é um romance de José Mauro de Vasconcelos.
Brasileiro, homem de escrita fácil, sentida, quente.
Quem me deu a ler este romance foi uma namorada de Liceu, brasileira, de seu nome LUCIA.
Uma das minhas primeiras paixões. Mais velha como convinha naquela idade ida dos meus treze anos.
Naquele tempo no meu liceu, uma delegação do liceu D. João de Castro, mas em tabuinhas (já foi demolido), lá naquela que era a cidade que me viu nascer, as coisas eram muito simples. Íamos no ano de 1972/73 e ainda não era permitido (parece que hoje ainda também não é) escorregar nos corredores do liceu para depois de nos estatelarmos no chão vermos as cuecas à professora de Matemática que era uma boazona do caraças. Foi assim que fui suspenso uma semana com pena suspensa...enfim nada aconteceu.
Mas voltando ao Meu Pé de Laranja Lima, o que vale a pena recordar é que naquele tempo era fácil manter acesa a chama da paixão.
A Lucia tinha aulas de manhã. Eu tinha de tarde. Usávamos a mesma secretária. Daquelas de madeira ,cuja tampa levantava.
Ela deixava-me bilhetinhos na secretária que eu lia à tarde. Eu deixava-lhe bilhetinhos que ela lia de manhã. E assim namorávamos. Até que ela me deixou O Meu Pé de Laranja Lima.
Era tão mais fácil estar apaixonado naquele tempo.

Este livro conta a história de Zezé e sua relação com um pé de laranja lima e a sua descoberta, de como é ser gente grande muito antes do tempo.
Zezé era um rapazinho muito interessado pela vida, adorava saber e aprender coisas novas, novas palavras, palavras difíceis...estava a crescer.

31 de agosto de 2007

1000


Mil visitas ao meu blog desde o inicio de Agosto.
Mas quem é que tem paciência de aqui vir "xeretar" o que eu me dá na cabeça para escrever?
Eu claro, que o revisito diáriamente. para escrever e para relembrar coisas de antes.
Os outros, também.
Esta coisa pode transformar-se num vicio.
É bom. Aqui vou deixando pedaços do meu ser. E de outros seres.
Ás vezes descubro que fui lido. Outras dizem-me, outras deixam linhas.
Como diz aquele ser verde, grande, que é como as cebolas...
- Voltem na 5ªfeira...o peixe é fresquinho!
Obrigado.

k

mfm?
Não resultou. Já não. Não apetece.

Vou passar a chamar-lhe K.

Na Wiki é assim:

Esta letra provém do grego Κ ou κ (Kappa) adaptado do Semita Kap, símbolo que representava uma mão aberta. Esta, por sua vez, com muita probabilidade teria sido adaptada por povos semitas que teriam vivido no Egipto, a partir do hieróglifo para “mão”, representando o som da letra D para os egípcios, pois ‘mão’ era pronunciada como d-r-t. Os Semitas, por sua vez, atribuiram-lhe o som /k/, pois o vocábulo que utilizavam para ‘mão’ começava com esse som.
Este som semita de /k/ para esta letra foi mantido na maioria das línguas clássicas e modernas, embora em Latim tivesse sido usado a letra C para o pronunciar. Quando as palavras provenientes do Grego foram assimiladas pelo Latim, o K foi convertido em C, embora o Latim já usasse o K para palavras provenientes do Etrusco, como por exemplo kalendae, “o primeiro dia do mês”, que deu origem à palavra calendário. Algumas palavras de outros alfabetos, foram também reescritas usando a letra C. É por essa razão que as línguas românicas utilizam o K apenas em casos muito particulares, como por exemplo em Português as palavras kantiano, karaté ou kart.
Em Portugal a letra K foi removida do alfabeto depois da revisão ortográfica de 1911.

K (cá ou capa) é uma letra do alfabeto fenício, kaph, transmitida aos gregos com o nome de kapa (Κ). Ela indica o som gutural surdo de C.

Significados de K:

símbolo químico do potássio (do alemão kalium)
Kelvin, a unidade SI de temperatura

Em economia, K é uma abreviação para capital.

Por sua vez, k pode ser kilo, o múltiplo ISO que representa mil.


Também representa a designação genérica de uma constante em uma equação.

Gosto desta última. Faz sentido. A mim faz.
Comigo vai ler-se e dizer-se "Kay", uma letra amiga, meiga e profunda de significados.
Fica K.

30 de agosto de 2007

I Could Never Be Your Woman


Em português deram-lhe o nome " Nem contigo nem sem ti".
Eu teria preferido "nem contigo nem sentigo" mas parece que não se diz assim. Porquê?

Fui ver a fita ontém - está "simpática". Encaixou bem na matiné de fim de tarde, mas o título (no original) é demasiado ambicioso para a história.


A Michelle está muito bem. A moça já vai quase nos 50 (dizem) mas continua com o bom aspecto de quando tinha 29. É uma paixão antiga. Daquelas que se pegam. Tem um sorriso que me prende e eu não sou de desperdiçar um sorriso bonito.



Depois, foi Luca, foi Kubo e foi Buddha. É caso para dizer que a noite fazemos nós e quando a companhia é acertada é bom. Foi o caso.



O Luca como sempre é uma escolha segura. O espaço é bonito e da cozinha saem sempre pratos de muito bom gosto. O "Vinha Paz", tinto de 2004, não esteve à altura.



O Kubo, não confundir com o http://www.kubiklisboa.com/ é um espaço muito agradável mas não neste Agosto em Lisboa. Estava com gente, mas o frio e o vento não convidaram a ficar. Tal como o outro, vai acabar em Setembro.



O Budhha igual a si mesmo. Ficámos, bebemos, conversámos.



A Lua esteve brilhante, e continua a ser uma aposta segura. Sem surpresas.



Já há algum tempo que não fazia um destes mini giros. Vou repetir. Apetece.



5ª feira. Como previsto, voltei ao trabalho. Pouco a dizer. Não custou.
Ele lá à minha espera e eu um completo ARRASO. Pudera...



O gang está bem, pelo menos a parte dele que está, porque ainda andam muitos a banhos.



E eu também vou.
Para a Aldeia.







Que bom!

29 de agosto de 2007

"we are shaped by our thoughts; we become what we think. When the mind is pure, joy follows like a shadow that never leaves"

by Buddha

o gato das botas


Era uma vez um moleiro que tinha três filhos. Um dia, chamou-os para lhes dizer que ia repartir por eles todos os seus bens.

Ao mais velho deu o moinho, ao do meio deu o burro e ao mais novo deu o gato.
O filho mais novo ficou muito triste porque o pai não tinha sido justo para com ele.

Mas, surpresa das surpresas, o gato começou a falar!
- Dá-me um saco e um par de botas.
O rapaz ficou muito espantado e obedecendo ao pedido do gato no dia seguinte, lá foi comprar um saco e umas botas.
- Aqui estão meu amigo! disse ele.

O gato calçou as botas, pegou no saco e lá foi floresta fora. Como era muito esperto, não demorou muito a apanhar uma lebre bem gordinha, que a pôs dentro do saco.
Com o pesado saco às costas, o gato dirigiu-se ao castelo do rei e ofereceu-lhe a lebre, dizendo:
- Magestade, venho da parte do meu amo o marquês de Carabás, trago-lhe esta linda lebre de presente.

O rei ficou muito impressionado e contente com aquela atitude e disse:
- Diz ao teu amo que lhe agradeço muito!

Daí em diante o gato repetiu aquele gesto várias vezes, levando vários presentes ao rei e dizendo sempre que era uma oferta do seu amo.

Um dia, diz o gato a seu amo:
- Senhor, tomai banho neste rio que eu trato de tudo.

O gato esperou que a carruagem do rei passasse junto ao rio onde o seu amo tomava banho e pôs-se a gritar:
- Socorro! Socorro! O meu amo, o marquês de Carabás, está a afogar-se! Ajudem-no!

O rei mandou logo parar a carruagem e ajudou o marquês, dando-lhe belas roupas e convidando-o a passear com ele e com a filha, a princesa, na carruagem real.
O gato desata então a correr à frente da carruagem. Pela estrada fora, sempre que via alguém a trabalhar nos campos, pedia-lhes que dissessem que trabalhavam para o marquês de Carabás.

O rei estava cada vez mais impressionado!

O gato chega por fim ao castelo do gigante, onde todas as coisas eram grandes e magníficas.

O gato pede para ser recebido pelo gigante e pergunta-lhe:
- É verdade que consegues transformar-te num animal qualquer?
- É! disse o gigante.

Então o gato pede-lhe que se transforme num rato. E assim foi.

O gato que estava atento, deu um salto, agarrou o rato e comeu-o.

O rei, a princesa e o marquês de Carabás chegam ao castelo do gigante, onde são recebidos pelo gato:
- Sejam bem vindos à propriedade do meu amo! diz o gato.

O rei nem queria acreditar no que os seus olhos viam:
- Tanta riqueza! Tem que casar com a minha filha, senhor marquês - diz o rei.

E foi assim que, graças ao seu gato, o filho de um moleiro casou com a princesa mais bela do reino.

Gosto desta história.
Tem encanto e magia, princesas, reis e castelos, e até tem um par de botas...
Tem ...QUASE TUDO!

na encosta


Regressei do Algarve e por lá não dei conta do tal ALLGARVE, o que foi bom.
A instalação esteve à altura ou não fosse a Quinta um dos paraísos sobre a terra.
À mesa, desde a local, passando pela sempre conhecida nos arredores, até à da ilha, houve surpresas pelo bom sabor e boa confecção.
A companhia já esperada, e desejada, esteve bem.
As águas abundantes (que choveu a potes no sábado) estiveram por todo o lado. A piscina fez a delicia dos miudos e dos graudos.
O Kiko, no seu melhor, apaixonado pelo pai, e eu, por ele, fizemos as maiores brincadeiras.
Até teve direito a uns glu-glus depois de uma aventura a nadar para fora de pé sem braçadeiras.
Obrigou-me a saltar para a água quando eu não pensava fazê-lo com a desculpa que a água estava fria...não estava!
Acordou sempre bem disposto e preparado para mais um dia. Não pára de me surpreender! está a crescer. depressa...muito depressa.
É um grande companheiro de viagem.
Para casa e depois de uns dois ou três "ainda falta muito?" quando ainda não tínhamos percorido mais de 5 0u 7 km da A22, ligou o DVD e foi mais um Shrek1, sempre com sorrisos estampados quando aparecia uma das cenas que ele já sabe de cor. No fim cantou o "karaoke dance party" e foi um sucesso. Nem dei pelas quase duas horas que durou a viagem.
Por agora acabaram-se as escapadelas para férias de verão.
As próximas, já planeadas...estão para breve.
Até lá haverá outras encostas e alguns fins de semana lá pela Aldeia.

23 de agosto de 2007

medidas drásticas

a propósito...Se o homem é a medida de todas as coisas, qual é a distância, em homens, de Lisboa ao Algarve?

Vou fazer a mala...
Levo roupa de verão ou galochas para a chuva?

gone tanning!


Vou a banhos lá para o Sul onde dizem que as águas são mais quentes.
Kiko e companhia. Familia que se quer bem.
Levo comigo muitas coisas e entre elas "Todo o Mundo" que também se disse ser mimo e foi bem recebido.
Obg mfm.

nozes


Mais uma prova de vinho, com a mfm. Nozes mais uma vez!

Estava linda, mas isso agora já não interessa nada. Tá m, pois está. Dá-lhe charme. E depois?
Sobre a qualidade da companhia ainda muito poderei escrever, mas por agora direi apenas que continua como ela mesma.

Da pinga, que foi bebida no alto de uma das mais belas colinas de Lisboa (Graça), fica o nome e duas notas que em pouco tempo descobri, ainda com o seu gosto quente lá comprido no fundo da garganta.

"Quinta do Perdigão (Dão) 2000: Tonalidade granada de boa concentração, aromas a evoluir bem no copo, com fruta a marcar presença em ligeira compota, floral (violetas) leve chocolate e café em companhia de algum tabaco, baunilha, aromas balsâmicos. Na boca tem bom corpo, equilibrado, fruta presente, fresco e muito agradável, com final mentolado."
in copo de 3
"Não é a mais antiga quinta do Dão mas afirma-se como a mais premiada desde 1999. José Perdigão, arquitecto de formação, é o proprietário desta quinta que leva o seu nome aos 7 ha. de vinha todos plantados a uma altitude superior a 360 metros. A enologia está a cargo de Helena la Pastina que tem vindo a transmitir, a par da tipicidade da região, um carácter mais moderno e frutado aos tintos produzidos nos solos graníticos e argilosos de Silgueiro, localidade onde se encontra a Quinta do Perdigão.Com as castas que tradicionalmente são trabalhadas no Dão – touriga nacional, jaen, alfrocheiro e tinta roriz – a Quinta do Perdigão tem vindo a acumular prémios e boas referências na imprensa especializada."
in Saca-a-rolha
Devo acrescentar que este vinho foi lindamente com tudo o resto. A vista e a vista, pois afinal foi isso que o distinguiu.

..então vá!

Todos nos lembramos daquele tempo em que a malta muito à fina respondia a tudo e nada com um sonoro - Então vá!
Mas vai onde? Fez-se publicidade, gozou-se muito mas a verdade é que era um dizer que dava muito jeito para terminar algo que de outra forma não se conseguia terminar fosse conversa ou qualquer outra coisa.

Pois eu só me apetece dizer : - Então vá!

Mas vá mesmo!
- vá chatear o Camões!
- vá pentear macacos!
- vá dar banho ao cão!
- vá chatear outro!
- vá dar de beber à dor!
Ai não vai? Então vou eu!

A pdmc já não é! Nem sabe o que perde. Foi um vaipe!

E agora como é que lhe vou chamar que já não é pdmc?
- pqjfdmc? - neca!
- pqnsoqppnqsdmc? - niples!
- mpdcd? - isso é que era bom!
- tpoq? - isso dava, mas é chato...
- nsoqq? - também dá.
- mfm? - parece bem!

Fica assim, - a pdmc passa a ser mfm.

Então vá!

...ou como o Grabbitster veio aqui parar

Porquê os três pontinhos antes da frase que dá nome a este post?
Porque sim! Porque me apeteceu! Porque há muito para dizer e muito que não foi dito.
Já me disseram muitas coisas... pudera, já cá ando há um par de anos! Mas há sempre qualquer coisa de novo para ouvir, ou pelo menos para escutar.
E é mais fácil ouvir ou mais difícil dizer?
Pois não sei. Mas sinto vontade de escrever.
Não tenho nem quero ter, a pretensão de que o que aqui escrevo tenha qualquer eco onde quer que seja. Escrevo para mim, ou como se diz, pmf, i.e "para memória futura", minha que muitas vezes me esqueço do que digo e do que desejo dizer.
Mas por agora quero escutar.
Não sou lá muito bom nesta arte. Acho mesmo que vou ter de me esforçar um bocado.
O Grabbitster enquanto meu alter ego perfaz um pouco essa ausência de "feitio".
Faz eco, e por isso, também, veio aqui parar.

22 de agosto de 2007

RI



A propósito de Rotary e porque há muita gente que não sabe do que se trata, fica aqui a descrição da missão deste movimento internacional.

"A missão de Rotary International (RI), uma associação mundial de clubes rotários, é proporcionar serviço a outros, promover altos padrões éticos, avançar na compreensão internacional, na boa vontade e na paz através da amizade de pessoas de negócios, de profissionais e de líderes da comunidade. A visão de Rotary International é ser reconhecido universalmente pelo seu compromisso de - dar de si antes de pensar em si - para obter a compreensão, a boa vontade e a paz do mundo".

Há muito mais em http://www.rotary.org/

isso



Viver sem paixão é uma tremenda seca.
Para mim é, que de uma forma ou de outra ando sempre apaixonado.

Agora mesmo estou de paixão pelo concerto dos Metallica com a Orquestra Sinfónica de San Francisco. Excelente trabalho com o Maestro Michael Kamen.
É giro ver como estes musicos com histórias e experiências tão distintas se misturam de forma tão harmoniosa.

Mas é assim mesmo que as paixões se desenvolvem. Pela atracção das coisas simples.

Hoje fui como é meu hábito, às terças feiras, à reunião do meu clube rotário.
E fui, não pelo dever de ir, mas porque me sinto bem por lá.
É o meu refúgio de adulto onde muitas vezes consigo também ser miúdo porque mantenho por ali amizades com mais de 20 anos. Daquelas boas.
Lá estava o meu amigo Zé Miranda que foi hoje bi-avô e quis partilhar essa alegria connosco. Está feliz pelo nascimento do seu novo neto Vasco. Ele que também é um apaixonado pela vida encontrou ali mais uma razão para a celebrar. Bebemos um Moscatel em honra do puto.
(desafiou-me para um torneio de golf; tenho de voltar a jogar)

Parece que a minha onda febril está a querer partir. Deve ter sido uma gripe de verão. E foi a propósito que hoje o Kiko fez mais uma das dele, aliás fez mais duas.
De manhã, acordei cedo, ainda com febre e fui deixando o corpo mole na cama, dormitando a tentar descansar mas de ouvido à escuta para ouvir o puto acordar. Estamos de férias e já passava das 11h quando ele como é costume perguntou lá do seu quarto se podia vir fazer uma "ronhinha", i.e. uns mimos matinais que se traduzem por beijos, abraços e cócegas. Nada melhor para começar o dia. Experimentem.
Veio e quando o interpelei pela hora tardia do acordar respondeu logo que tinha acordado cedo mas que como sabia que eu estava doente tinha querido deixar-me dormir para eu descansar.
Eu sei que ele estava a dormir. Certamente até terá acordado e depois terá voltado a adormecer, mas ouvir isto logo pela manhã é muito bom.
Mais tarde a seguir ao almoço, estava eu muito entregue a ver alguns mails, quando ele veio ao pé de mim, colocou a mão pequena na minha testa e ao afastar-se comentou: - Não agora não tens febre!

E venham lá dizer-me que não vale a pena estar apaixonado. Claro que vale e eu estou.

Pela vida, pelo meu filho, pelos bons amigos, pelos bons momentos, e ...

21 de agosto de 2007

sedinhas 2003



Entre muitos prazeres que tenho junto da pdmc é o gosto que ela tem e me dá na companhia de mesa e copo.

E foi assim que ontém deitámos mão à obra a uma garrafa de Sedinhas 2003, um Douro forte que não estava nada mal e que reza a seguinte ladainha no contra rótulo:
"A Casa das Torres foi mandada construir, no ano de 1740, por Doutor José António de Sousa e Faria, Cavaleiro da Ordem de Cristo do Desembargo de Sua Magestade El Rei D. João V. Sexto avô do actual proprietário, ficou conhecido por Sedinhas pela especial predilecção que mostrava por trajes de seda. A Quinta das Torres, onde este vinho é produzido, está situada no interior da Antiga Zona de Vinhos de Feitoria da Região Demarcada do Douro (1756). Os seus vinhedos estão implantados em terrenos xistosos, de acentuada inclinação e com exposição Sul/Poente. Para a sua elaboração foram seleccionadas as seguintes castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca e Bastardo. As uvas foram colhidas no seu ponto óptimo de maturação e fermentadas com maceração completa sob controlo de temperatura, estagiando depois, por 8 meses, em meias pipas de carvalho novo francês e americano. O resultado é este vinho encorpado, com aromas característicos do Douro e um intenso sabor a fruta madura bem equilibrada com a madeira. Vinho natural sujeito a criar depósito. Sirva-se com cuidado à temperatura de 16º-18º."

Para provar novamente, mas com maior antecedência de abertura.

Não foi certamente o responsável pela dor de cabeça que hoje acompanhou os 38º de febre com que despertei, mas contribuiu em muito para a insónia que me ocupou até cedo.

E por isso mesmo, é hora de desligar o ipod e aconchegar a almofada...

gente feia

Ainda a propósito da ida ao cinema no Oeiras Parque passou-se uma daqueles episódios infelizmente ainda tão caracteristicos da nossa gente.

A sala cheia de miúdos. Uma animação saudável com todos a comentarem os personagens do filme e os pais ao lado a pedirem para estarem em silêncio que o filme já tinha começado.
E lá seguiu a fita, até que uma senhora, que afinal não o era, resolveu atender o telefone em plena projecção.
O que se esperava era que desligasse, já que se havia esquecido de colocar o telemovel em silêncio antes de entrar na sala, ou então um "desculpe estou no cinema...ligo depois" num tom quase inaudível até mesmo para a pessoa do outro lado da linha (que neste caso até não existe).
Pois nada disso. Falou e falou e falou e nem os muitos "chius" que recebeu a demoveram.

Ainda lhe dirigi umas palavras, a propósito, no final do filme, mas não tenho qualquer esperança neste tipo de gente.

Ontém depois de uma semana de caminho de terra na Aldeia e no estacionamento da praia, fui lavar o carro a um posto de abastecimento da BP (olha a coincidência) e apesar de ter perguntado ao funcionário se a pré-lavagem estava a funcionar, ao que ele respondeu que sim, não estava. E a placa dizia que sim até às 20:00. Afinal o funcionário tinha saído às 18:00 que era o actual horário.
Faz sentido? E porque não mudaram a placa? Já pouca coisa faz sentido por ali.

Mas não me fiquei por aqui. De seguida fui à Fnac do Colombo comprar o Mundo que queria dar à pdmc com quem ia jantar. Comprei o tal CD do Rodrigo Leão e quando estava a preparar a embalagem de oferta assisti a uma discussão de outra senhora, que afinal não o era, com o segurança da entrada.
O que se passava era que um dos sacos tinha apitado e ela sentiu-se ferida na sua integridadade moral, já que havia pago a mercadoria.
E refilava que não percebia porque lhe faziam aquilo a ela, que o segurança devia querer alguma coisa porque não o via pedir nada a mais ninguém e por aí fora.
O funcionário com a maior correcção lá lhe ia explicando os procedimentos e ela continuava decidida a dar-lhe uma lição de moral, até que ao afastar-se soltou um belo e sonoro " vá à merda". O homem fico de boca aberta e ela lá seguiu com duas crianças pela mão a chamar-lhe ignorante olhando para os miúdos como que a pedir-lhes a sua aprovação para o que acabara de fazer.

Infelizmente gente feia é que mais há por aí.

Salvou-se o jantar com uma mulher bonita para me dar alento, mas a crença na espécie anda muito abalada.

outras fitas


No sábado vi duas fitas.

O Ratatouille que estava prometido ao Kiko desde a estreia e o Casino Royale.

O primeiro no Oeiras Park numa sala cheia de miúdos, e o segundo em casa, pela noite fora com o meu 5em1 a rosnar baixinho que o puto já dormia.

O último 007 estava cá por casa desde há algum tempo, em exemplar cedido por um amigo e ainda não tinha sido objecto de desejo, mas quis o meu cunhado mostrar-me as faculdades da sua nova PS3, mais Samsung de 50 e tal polegadas e logo foi colocando o filme em BlueRay do Casino Royale. As primeiras cenas dos saltos são atraentes por isso, depois já em casa, resolvi ver o filme, mas aqui já em versão apenas DVD.

Grande fita, que neste caso quer mesmo dizer que é longa, porque é só aí que é grande. O Moço não vai bem, as miúdas são menos boas que as muitas que por lá passaram, a M está choxa e no fim de bom mesmo só o fantástico Austin Martin.

Para não voltar a ver.

Já o Rato Remy, no seu Ratatouille, é uma estrela.

Um filme equilibrado, de definição gráfica cuidada e um apurado sentido de humor. Para comprar o DVD assim que sair, e rever até à exaustão. Dá vontade de ir até Paris só para poder apreciar a vista da TE.

Mas o que fica é a mensagem central do filme "Todos podem cozinhar". E esta é sem dúvida uma mensagem forte para transmitir aos miúdos. Pela determinação do Remy que é forte e que faz o sucesso atingível. Gostei.

20 de agosto de 2007

e o detector?

Esta foi a pedido do Kiko.
E os ladrões? Para cima de 10 bandidos!

desambiguação


Dizem que desambiguação é o processo de resolução da ambiguidadade. Pois seja.

Nestes ultimos meses muita coisa mexeu comigo e por isso tenho andado irrequieto.
Vai deixar marcas ou não fosse coisa de paixão.
Não sei ainda quais e se as saberei encarar da melhor forma. Por agora mais parece o day-after de um acidente de automóvel.
Sabemos que tem solução e qual é,mas não esquecemos a sensação que poderia ter sido evitado.
Teria eu querido evitar este acidente?
Não, não quis.

E é aí que reside a ambiguidade. Nos sentidos diversos do que me aconteceu.
E voltaria a acontecer. E voltará a acontecer.

Há muito que deixei de me surpreender com as coisas que se passam à minha volta.
Muito menos com o que se passa comigo. E desta vez não foi diferente.
Mas o timming apanhou-me de surpresa. E que sentido tem essa surpresa? Terei de ficar atento para saber.

A irrequietude ainda não passou, mas estou bem. Sei por onde vou.

É Setembro quase nada, Tempo de Nina Simone no ipod e de uma luz sobre a cidade que não se encontra em nenhuma outra.
Tempo de paixão.
Para mim o ano sempre começa em Setembro. E sempre que posso, depois das férias regresso numa 5ª feira. Começo o ano com um trimestre de avanço, e regresso de férias sem o sindrome da 2ªfeira a somar ao workload da ausência.
Vem da minha vontade de encontrar novos caminhos para começar coisas novas. De deixar para o seu tempo o que por lá ficou.

E tem também a ver com o lado desalinhado da vida. Onde a desambiguação existe a encontrar novos sentidos para o que faz efectivamente sentido.
No resto acontece como nos acidentes de automóveis, e já quase todos nós por lá passámos e sabemos com é.

serendipity

" muitas pessoas chamam Serendipity ao seu blog. Não sei se pelo som da palavra, se pelo seu significado. Pouco importa. Serendip era o antigo nome de Lanka, dado pelos marinheiros Arabes. Como tudo na vida, a palavra evoluiu. Neste caso para Serendipity, em Inglês, que significa a capacidade de nos surpreendermos com acontecimentos ou experiencias, que surgem , por acaso, nas nossas vidas.. "

É assim que o meu amigo RC abre o seu blog a quem deu o nome que batiza este post.
Há muito que ele não escrevia...até uns dias atrás. Não sei porquê suspeitei que o voltara a fazer e resolvi ir dar uma espreitadela.
E que bom que é voltar a lê-lo.

Gosto dele. Parabéns pela sua escrita e pela fase boa que lhe preenche a vida.

foi bom? assim de repente??? - não sei!

Little sister don’t you worry about a thing today
Take the heat from the sun
Little sister
I know that everything is not ok
But you’re like honey on my tongue

True love never can be rent
But only true love can keep beauty innocent

I could never take a chance
Of losing love to find romance
In the mysterious distance
Between a man and a woman
No I could never take a chance
‘Cos I could never understand
The mysterious distance
Between a man and a woman

You can run from love
And if it’s really love it will find you
Catch you by the heel
But you can’t be numb for love
The only pain is to feel nothing at all
How can I hurt when I’m holding you?

I could never take a chance
Of losing love to find romance
In the mysterious distance
Between a man and a woman

And you’re the one, there’s no-one else
You make me want to lose myself
In the mysterious distance
Between a man and a woman

Brown eyed girl across the street
On rue Saint Divine
I thought this is the one for me
But she was already mine
You were already mine…

Little sister
I’ve been sleeping in the street again
Like a stray dog
Little sister
I’ve been trying to feel complete again
But you’re gone and so is God

The soul needs beauty for a soul mate
When the soul wants… the soul waits …

No I could never take a chance
Of losing love to find romance
In the mysterious distance
Between a man and a woman

For love and faith and sex and fear
And all the things that keep us here
In the mysterious distance
Between a man and a woman

How can I hurt when I’m holding you?

A Man and a Woman
by U2

olha, olha





Sai um GRABBITSTER para o prémio OLHA OLHA:

Ok. Tu é que sabes...

http://www.youtube.com/watch?v=eYsHvg7oLrQ